Da luta à Sétima Arte – Knuckle

Da luta à Sétima Arte – Knuckle

Buenas, e me espalho!

Goste você ou não, o país modinha do MMA é a Irlanda.

E vez ou outra deparamos com alguém dizendo que o lutar, na cultura irlandesa, é muito forte. Algo tão enraizado na vida daquela gente, quanto o futebol é aí para os brasileiros, e o fandango é aqui no Rio Grande.

Bueno, uma coisa é ouvir falar, outra coisa é ver como o troço funciona.

Fiquei curioso e resolvi procurar algum material sobre isso. Deparei-me esta semana com um documentário de 2011, intitulado “Knuckle”, sobre o qual pretendo falar um pouco agora.

Como sou meio cabaço nessa história de analisar filmes, que é coisa do finado José Wilker, atirei-me a uma breve consulta nos profissionais do Cinema A Dois, para ter uma base de como se faz. Logo reparei que a primeira coisa é uma breve…

Sinopse:

Durante 12 anos, o diretor e produtor Ian Palmer acompanhou uma família de viajantes irlandeses(chamados de nômades no filme), mostrando sua rivalidade literalmente mortal com outras duas famílias, que é resolvida de tempos em tempos por meio de lutas ilegais de boxe, sem luvas, rounds, ou tempo determinado. Para acabar a luta é preciso que alguém desista, ou seja nocauteado.

Comecemos pelo começo.

Se tu estiveres procurando um documentário com boas lutas, do ponto de vista técnico, esse não é o filme mais indicado. Haja visto que vemos pessoas que não são lutadores profissionais, ou que embora queiram demonstrar isso, não são tão durões quanto gostariam de ser.

Tudo começou em um casamento há cerca de 50 anos atrás, quando um dos membros de uma família foi assassinado por um membro da outra. Ora, se fosse na NY dos tempos Noir, tudo seria resolvido com belas rajadas de uma Thompson estilosa, certo? Mas estamos na Irlanda, e as coisas por lá funcionam um pouco diferente. A dinâmica de casar as lutas é simples, você grava seu VHS provocando alguém da família rival, e cabe ao dito cujo aceitar ou não o desafio.Mas não pense que as lutas acontecem apenas para lavar a honra da família. Muita grana é envolvida em apostas.

O interessante do documentário, dado seu longo tempo de filmagem, é justamente ver como os personagens, pessoas reais com suas vidas reais, evoluem durante os 12 anos. Crianças se tornando jovens lutadores, que sonham em enfrentar os membros mais velhos de cada família, que conforme o histórico de suas lutas são vistos como lendas na comunidade em que vivem.

Bueno chinaredo, não vou contar muito do filme, como resultados das lutas, a cronologia dos acontecimentos, e o  desfecho da história, por dois motivos:

Primeiro para não deixar o post mais comprido que cuspe de bêbado, e segundo para que os interessados em conhecer um pouco mais da cultura Irlandesa, possam descobrir por si como a banda toca lá na terra da Guinnes, e do campeão dos penas o UFC.

Talvez me chamem de “modinha” por isso, aliás.

Mas antes de criticar sem embasamento, feche o RedTube e conheça um pouco da vida lá fora, seu mão cabeluda!

Como vi que o pessoal do Cinema A Dois costuma dar uma nota, de 1 a 5 estrelas, eu dou 3 estrelas pra esse documentário.Confira abaixo o trailer oficial, e tire suas próprias conclusões:

Obs:

Mas tchê, por que cargas d’água as três famílias simplesmente não sentam, e resolvem suas diferenças de uma vez por todas, como pessoas civilizadas?

 Essa ideia me acompanhou durante quase todo o documentário, e quando finalmente a equipe pergunta a um dos membros da família, a resposta é essa:

COnversa 1


COnversa 2

COnversa 3

O documentário Knuckle está disponível para os assinantes do Netflix, mas se você não for assinante não fique triste, o Torrent também pode ser facilmente encontrado para download.

Até a próxima.

Uabrázz!

Sobre Wagner Marques Andrade

"Buenas e me espalho! Nos pequenos dou de prancha e nos grandes dou de talho!" Gaúcho e brasileiro, nesta ordem. Proprietário do MMA Fulltime.