Um retorno que vale por 23 demissões
UFC 182 - Jon Jones comemora vitória sobre Daniel Cormier (Foto: Josh Hedges/Zuffa LLC/Getty Images)

Um retorno que vale por 23 demissões

Depois de 20 dias de intervalo entre um evento e outro, para alivio dos fãs, o cage do Ultimate finalmente voltou a ser sujo com sangue no último sábado, naquele que certamente foi um dos piores eventos realizados pela franquia (Main event, com certeza!). Realizado em Dublin, na Irlanda, o UFC Fight Night 76 ficou longe de ser o assunto da semana quando o tópico era MMA, principalmente UFC, e também ficará de lado aqui.

Mesmo com a folga de nocautes e finalizações, os últimos dias foram agitados nos bastidores da maior organização de artes marciais mistas do mundo. Tudo iniciou com demissão de 23 lutadores, que agora terão que reforçar outros eventos e, quem sabe, fazerem por merecer uma volta ao mundo de Dana White e dos irmãos Fertitta.

A primeira coisa que me veio na cabeça foi, será que é somente crise técnica dos lutadores ou seria uma crise econômica da organização? Mas logo lembrei que eles faturam em Dólar, verifiquei os nomes dos lutadores demitidos e confirmei que se tratava da primeira opção. Porém, apesar não considerar injusta nenhuma dessas demissões, confesso que fiquei um pouco surpreso com a proporção da “barca”.

Depois da turbulência envolvendo as demissões, veio a grande notícia da semana. Na sexta-feira, a organização anunciou a volta de Jon Jones, ou simplesmente “JãoJão”, para o seu plantel de atletas. Para quem não lembra, ele foi afastado depois que se envolveu em acidente automobilístico, após o uso de substancia ilícita, em abril desse ano.

Com a queda de Anderson Silva e a ausência de Georges St-Pierre, a organização perdeu dois de seus grandes nomes quando o assunto era lucro financeiro. José Aldo domina os pesos-penas, porém, falta timbre comercial para vender mais.

Sem Jones, restou apenas a talentosa e linda Ronda Rousey como “galinha dos ovos dourados” da organização. Competente, sabe vender seus combates tanto com as mãos, como com a boca.

Jãojão é diferenciado, isso é fato! Além de ser o lutador mais jovem a conquistar um cinturão do UFC, em 19/03/2011 aos 23 anos, é carismático e hábil ao ponto de até hoje haver questionamentos de quem seria capaz de pará-lo. Com exceções as lutas contra Alexander Gustafsson e Daniel Cormier, Jones sempre sobrou diante de seus adversários. Em seu último combate, esse contra a cocaína, perdeu o primeiro round.

As minhas certezas? A primeira é que a volta de Jon Jones vale muito mais que as 23 demissões, tanto para os fãs, como para o UFC, e porque não, para o MMA, já que as demais organizações irão receber alguns reforços e consequentemente aumentaram suas qualidades. A outra, é que Daniel Cormier, apesar de dizer querer muito essa luta, já deve estar iniciando o processo de despedida de seu cinturão.

O MMA agradece a volta de Jones, que perdeu o primeiro round da sua luta contra a cocaína, mas volta para tentar a recuperação. A reincorporação ao elenco do Ultimate, mostra que o atleta ainda quer luta, porém, resta saber se voltará com o real desejo de se tornar o maior desse esporte.

Sobre Rafael de Andrade

Rafael de Andrade, popularmente conhecido como "Japa". Gaúcho, colorado, publicitário, jornalista, além de apaixonado por MMA. Colaborador do MMA by Neko e proprietário do Dentro do Octógono!
  • hugo hugos

    Cara ele não teve dificuldade de Vencer o Cormier, derrubou o DC varias vezes e ficou por cima coisa que eu nunca tinha visto. Já contra o Gustafson foi bem disputada. Se ele voltar em Alto nível o que acho difícil (Atleta perde muito quando fica parado, o psicológico dele vai atrapalhar bastante), mas se vencer voltara a ser o maior do UFC atualmente e quicá o Maior da historia.

  • WeskerEvil

    10 mangos que ele vai tropeçar de novo. JJ ja mostrou que não tem maturidade e que o unico inimigo capaz de ser um obstaculo em sua carreira de MMA é ele mesmo.